Quem mexeu nos meus dados?



Países do mundo inteiro retomaram a questão da privacidade de dados online uma semana após o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, enfrentar uma série de questionamentos a respeito do vazamento de dados pessoais de 87 milhões de usuários norte-americanos para a empresa Cambridge Analytica.


O ponto central da discussão é encontrar uma solução para tornar os dados pessoais dos internautas mais seguros diante das tecnologias e ferramentas digitais emergentes.


O Marco Civil da Internet, formalmente chamado de Lei N° 12.965/14, é a lei que regula o uso da Internet no Brasil por meio de um conjunto de regras, prerrogativas e atribuições para os usuários. No entanto, essa lei não garante a proteção de informações pessoais de quem se conecta. Isso significa que a maioria dos sites e redes sociais não apenas podem ter acesso a esses dados, como os coletam sem o consentimento ou conhecimento do usuário.


Embora esta informação seja de conhecimento comum, ninguém fica muito satisfeito e muito menos seguro ao descobrir que uma rede social como o Facebook, por exemplo, vazou dados pessoais, de saúde e até mesmo financeiros para outra empresa.


Em meio a esse complexo cenário, está a GDPR (General Data Protection Regulation), lei que vai de fato regulamentar a proteção de dados pessoais e entra em vigor pela União Europeia no dia 25 de maio. A partir dessa implementação, os usuários da Internet vão poder se sentir mais seguros online.


Do outro lado da moeda está um mercado cada vez mais agressivo e em constante evolução tecnológica e o grande desafio das empresas e organizações é conseguir conhecer seus clientes e prospects cada vez melhor, de forma objetiva e, principalmente, sem recorrer informações privativas e sim buscar formas de captar dados relevantes e consentidos. A solução para esse impasse talvez não esteja na coleta de informações em si e sim na forma de realizar essa coleta.


No meio desse fogo cruzado entre as esferas pública e privada e a briga empresarial de quem sabe mais sobre clientes e prospects, está a Lei de Acesso à Informação. A Lei Federal nº 12.527/2011, também conhecida por LAI, entrou em vigor em 16 de maio de 2012 e em termos práticos foi criada para regulamentar o direito constitucional de acesso à informações públicas. Historicamente, a lei chegou um pouco tarde em terras brasileiras, pois já existe desde 1776 na Suécia. Ainda que o Brasil esteja apenas começando na regulamentação de acesso à informação, o avanço nesse âmbito tem sido grande. A LAI torna acessível informações públicas para toda a população. Mas o que isso quer dizer? A partir da Lei de Acesso à Informação, as pessoas podem ter acesso a informações públicas de órgão e entidades da Administração Pública.


É nesse ponto que entra a questão das empresas e organizações em conhecer melhor seus clientes e prospects e, mais do que isso, de forma relevante e não invasiva. A captura automática de dados públicos e o cruzamento dessas informações de forma inteligente é grande diferencial para estar à frente da concorrência.

Apoio

AMCHAM Brasil RJ-ES - RGB - Color.png
logo.png
imagem-3-300x199.png
gfk.png

Responsabilidade Social

LOGO IAS.png
LOGO_C1D_COLOR.png

Patrocínio

LOGO_AY_COLOR.png
LOGO_EMPRE_COLOR.png
Ativo 1.png
logoRoit.png

BI & TAXATHON

2ª Maratona de Tributação

& Inteligência de Negócios

Realização